Entendemos a autoestima como um sentimento que temos sobre nós mesmos, que nos “indica o nosso lugar no mundo”: principalmente nas relações que estabelecemos com os outros.
Um lugar que não está nem acima, nem abaixo dos outros. Um lugar que não vê o outro como um competidor: quando se estabelece relações de superioridade ou de inferioridade, elas tenderão a se tornarem coercitivas e a produzirem baixa autoestima e ou Neonarcisismo.
(Geralmente, quando alguns supostos “treinadores” de autoestima discutem o tema, confundem, e acabam equivocadamente fortalecendo comportamentos provenientes do narcisismo cultural.)
Walt Whitman relatou de forma muito clara como se vê: “não sou convencido”, ou seja, ele não se acha mais do que é. E se percebe como: “desatento”, “com recheio tosco”, “um aprendiz”. E esses adjetivos não o diminui: pelo contrário, acrescenta: sobre como se vê, e como é de fato.
Mas qual o lugar dele na relação com os outros? “Maternal e paternal”, “dos tolos e dos fracos”, de “todas as nações e regiões”. “Camarada”. São palavras que mostram o modo como ele se relaciona com os outros: com todos de forma solidária, afetiva e reforçadora!
Na poesia toda, ele se sente parte de todos, e todos fazendo parte dele! Esses comportamentos tem maior probabilidade de produzir amor em sua volta? Se a resposta for sim, ele vai se aceitar mais sobre como realmente “é”: e assim, seu sentimento de autoestima se fortalecerá.
Além disso, muitos gostarão de estar ao seu lado, já que ele “não respira todo o ar sozinho”, de modo a deixar muito “oxigênio” para os outros. O amor dele por si mesmo está intrinsecamente ligado ao amor que ele sente pelos outros.
Assim entendemos a autoestima: como uma condição psicológica intimamente ligada ao modo como estabelecemos nossas relações interpessoais. E, portanto, jamais deve ser entendido de forma isolada.
Whitman, Walt. (2005). Folhas de Relva: canção de mim mesmo. Ed: Iluminuras LTDA.
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