TERAPIA ANALÍTICO-COMPORTAMENTAL

Uma das formas de aplicação do conhecimento produzido na Psicologia concentra-se na prática clinica, amplamente denominada como psicoterapia. Embora muitas outras formas de aplicação venham sendo desenvolvidas e pesquisadas, nas últimas décadas as pesquisas e os debates científicos em torno dessa forma de ajuda interpessoal ainda apresenta um aumento consideravelmente relevante.

Em particular, a terapia analítico-comportamental, adota como base epistemológica, a concepção de que a ciência pode estabelecer os supostos fundamentais para o entendimento do comportamento humano e, assim, fornecer ajuda para as pessoas que procuram a Psicoterapia.

A terapia analítico-comportamental, através da análise do comportamento, da análise aplicada do comportamento e de estudos de caso em ambiente terapêutico, tem desenvolvido conhecimentos que abarcam de forma bastante extensa e aprofundada os mais diversos problemas humanos. Principalmente aqueles que, tradicionalmente, levam as pessoas a procurarem a psicoterapia para a resolução dos mesmos como, por exemplo:
- Problemas emocionais: comuns na vida cotidiana, vinculados à ansiedade, tristeza excessiva, medos dos mais variados, vazio existencial, angústia, revolta, agressividade, problemas de aprendizagem, dificuldades sociais e de resolução de problemas na família e/ou no trabalho;
- Problemas em um nível mais crônico: transtornos depressivos, bipolaridade, obsessões e compulsões, pânico, fobias, ansiedade generalizada, transtornos sexuais, psicoses e autismo.
A terapia analítico-comportamental preocupa-se fundamentalmente com a efetividade no tratamento terapêutico. Dessa forma, desenvolve tratamentos para as mais diversas demandas (crianças, adolescentes, adultos e idosos) em suas diversas formas de atuação (terapia individual e em grupo, terapia familiar e de casal).
Uma preocupação constante e pormenorizada com a clareza de seus procedimentos terapêuticos, e com os resultados obtidos ao longo do processo terapêutico, marca a atuação analítico-comportamental. Coloca-se, portanto, contra qualquer forma de obscurantismo e pseudoaprofundamento, prática típica de diversas teorias psicológicas, que servem para mascarar práticas incompetentes e antiéticas.

A terapia analítico-comportamental concebe o ser humano como:
- Multideterminado: por dimensões biológicas que estabelecem o corpo em sua extrema complexidade, por dimensões ambientais imediatas que estabelecem a pessoa em sua singularidade e variabilidade, por dimensões culturais que desenvolvem o self, de modo a formar o indivíduo que caracteriza o ser humano enquanto humano: falar, pensar, sentir e agir;
- Processual e histórico: o corpo, a pessoa e o self foram construídos ao longo de processos gradativos, com alto grau de variabilidade e imprevisibilidade por três modos de história: da espécie, das contingências de reforçamento e da cultura;
- Relacional e mutável: entendido fundamentalmente como um ser de relações. Um ser que continuamente age sobre o mundo e o transforma, e que, por sua vez, tais transformações afetam o agir. A cada interação com o mundo o indivíduo é modificado como um todo, em seu agir, pensar e sentir;
- Dialógico e afetivo: a constituição humana se desenvolve através de interações continuas entre seres humanos. Sentimentos estão presentes em cada espaço dialogal: vocais, corporais, conscientes ou inconscientes.

Por estabelecer interlocuções com as concepções descritas anteriormente, a terapia analítico-comportamental, por conseguinte, tem como objetivo básico proporcionar ajuda aos indivíduos que procuram na psicoterapia auxilio para problemas entendidos, em nossa cultura, como sendo de origem psicológica, levando em conta o contexto no qual surgiram e são mantidos. Os problemas que parecem ser pessoais, psicológicos, são observados dentro de um meio que os mantém, e as intervenções abarcam não só o indivíduo, mas sua relação com o ambiente.
Essa ajuda ocorrerá na relação face-a-face. Através de processos relacionais e dialógicos, com o uso de uma teoria consistente e de procedimentos devidamente testados e conhecidos nas mais diversas formas de pesquisa.

O ITECH busca o atuar com excelência na prática da terapia analítico-comportamental. Atuação terapêutica com efetividade, humildade e ética é nossa constante missão. Contudo, isso exige constante debate, exposição para seus pares e revisão de postura teórica, prática e pessoal.

Dr. Wilton de Oliveira – Diretor ITECH-Campinas